segunda-feira, 27 de maio de 2013

"Sua fonte não é confiável"

“Ah  não cara, não acredito que tu tá vindo aqui com esse tipo de fonte, não vou nem argumentar aff, isso não é fonte confiável”. Sempre que escuto/leio declarações desse tipo, me dá um profundo sentimento de vergonha alheia pela pessoa que fala.

Não me levem a mal, sei que existem realmente fontes que não são nem um pouco dignas de confiança (1bj pra veja), mas a gente não pode ignorar as informações que nos são lançadas só porque não gostamos ou não concordamos com a ideologia de onde ela vem. Quando alguém nos argumenta usando fonte duvidosa, a primeira coisa a fazer é encontrar dados concretos que refutem a colocação dela, porque senão vira uma guerrinha de “aff sua fonte não é confiável”.


Boa parte das pessoas que utilizam desse tipo de argumentação na verdade não sabe argumentar direito, ou está com preguiça. Se você não sabe ou tá com preguiça de debater, não o faça, para não passar vergonha.

sábado, 4 de maio de 2013

Vida, morte e sacadas de apartamento



Sentei na cadeira de balanço da sacada do meu apartamento, apreciando o espetáculo de luzes e ruídos violentos que apenas a vida em uma cidade grande pode proporcionar, não sei bem o porquê, mas sempre gasto cerca de uma hora da minha noite ali. Talvez eu goste de observar o movimento das coisas, visto que a minha vida não tem muito disso. Mas não há quem negue, observar uma cidade movimentada de longe sempre pode fazer você refletir sobre vários assuntos.

Quer dizer, quando você está em uma sacada do sétimo andar, tudo o que você consegue ver são pontinhos indo para lá e para cá, e é fascinante quando você pensa que cada um deles é uma existência independente, com seus próprios problemas, sonhos e pensamentos. Mas isso não importa, porque, como disse, visto de longe todo mundo é só um pontinho indo para lá e para cá, e quem é que tem tempo de ver cada um de perto?

Certa noite uma moça já de idade tentou atravessar a faixa de pedestres, o sinal estava vermelho,  a via estava vazia,  tudo estaria ok se não aparecesse um jovem bêbado o bastante para não perceber o sinal vermelho, muito menos a senhora. Nos primeiros instantes depois do atropelamento, praticamente todos os olhares convergiram para o local do acidente, a moça estava obviamente morta com o corpo estirado no chão ensanguentado.

Mesmo que por um instante, o fluxo constante e aleatório de indivíduos daquela avenida sofreu um baque, por alguns momentos, a vida deu uma pausa, como em uma homenagem à perda de mais um pontinho que andava para lá e para cá. Mas o fenômeno não perdurou, de pouco a pouco, um a um, os pontinhos recuperaram as suas posições até que toda a avenida se encheu de vida, e quando aquele corpo ocasionalmente for removido, será como se nada tivesse acontecido.

Indiferença? Não vejo dessa forma. Para mim existe um campo de batalha invisível ali embaixo, é a vida, que dá combustível para que cada um se mova livremente, em contraste com a morte, que sempre está por perto para interromper os passos de cada um daqueles indivíduos. Cada um desses pontinhos que observo daqui certamente sabe que não escapará da morte, por isso não há no mundo pessoa que não se abale quando a morte bate na vizinhança.

O fato do movimento não tardar a voltar é a prova de que, não importa o estrago que a morte faça, em menor ou em maior grau, ela nunca consegue parar o fluxo contínuo da vida. É verdade que um dia todas as pessoas nessa rua estarão silenciadas, eu também o serei, mas o fato desse fluxo se manter sempre forte me deixa a certeza de que, nessa guerra invisível, a morte sempre abala, mas também sempre perde, e os pontinhos sempre ali estarão para andar para lá e para cá.   

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Triste vida de lavinho (ou olavo)

Olavinho (ou quase qqqq)

Olavo souza, ou lavinho, como era chamado, sempre foi uma criança mais inteligente e mais esforçada  que a média. Do jardim de infância até o começo do ensino fundamental desconheceu a capacidade de passar um dia inteiro  sem começar uma infinita sessão de perguntas, seja para o professor ou para qualquer adulto que considerasse qualificado, muitas vezes questionando assuntos difíceis demais para serem respondidos naquele momento. Nas reuniões de família já era costume parabenizarem dona Neide e Seu Geraldo por ter um filhinho tão inteligente, “Lavinho fará grandes coisas, não é mesmo meu sobrinho?” Dizia a tia vitória, enquanto o jovem Olavo se escondia atrás da saia da mãe.

No ginásio e no ensino médio, dedicou boa parte do seu tempo à leitura, o que era louvável, visto que era difícil adolescentes se dedicarem para qualquer coisa. Lia de tudo, mas tinha apreço especial por livros de política, filosofia e sociologia, no começo buscava aleatoriamente os títulos, até que passou a perceber que alguns autores tinham opiniões que o agradavam mais, aí passou a ler uma série de livros e ignorar outros. Quando tinha qualquer tipo de discussão em sala de aula, podia-se ter certeza que Lavinho estava defendendo o seu lado de alguma forma, os outros alunos nem ousavam discutir com o colega que tinha noção de assuntos que eles nem sabiam que existiam, e os professores, mesmo discordando às vezes, deixavam o menino sair vitorioso da maioria dos debates, talvez para não constranger o garoto e fazê-lo desistir dos estudos. O professor Fernando, de filosofia, repetia na sala dos professores “nesses tempos, quando a gente vê um aluno esforçado como o Olavo, é difícil não tratá-lo com carinho,  pessoas como ele estão em extinção”. Lavinho tinha o carinho dos professores e o respeito dos colegas ,e a cada ano que se passava tomava mais consciência disso.

Sabe qual o problema dos elogios? Eles são ótimos para encorajar, mas passando de um ponto, eles começam a fazer com que a pessoa elogiada se sinta mais inteligente do que realmente é, e foi o que aconteceu com o pobre Olavo, à medida que ficava mais velho, encontrou pessoas realmente dispostas a discutirem, e tinham opiniões contrárias tão convictas quanto as dele. Ao chegar na universidade, Olavo foi contrariado e confrontado por vários professores e colegas, e muitas vezes foram jogados na sua cara argumentos que ele desconhecia como rebater, também pudera, visto que fazia anos que não lia nada que contrariasse a sua própria opinião, aliás, fazia um bom tempo que não lia nada novo. Numa situação destas, o ideal é demonstrar humildade, reconhecer a falta de argumentos e estudar mais , para se preparar para o futuro, mas o caminho que tomou foi outro.

Como poderia estar errado? Passou quase vinte anos da sua vida sempre estando certo, a única verdade plausível era a que tudo e todos que o contrariavam estavam errados. Pegou a mania de argumentar de forma violenta, tentando não mais defender o seu ponto de vista, e sim tentando mostrar o quanto a pessoa que estava discutindo com ele era burra, para ele todos os argumentos contrários eram alienados e nenhuma fonte que o confrontasse era confiável. “Ah, como se os dados desse instituto valessem de alguma coisa” “você não compreendeu o que esse autor quis dizer, mas também, não dá pra culpar, vi suas notas naquela disciplina”, até mesmo dizia “olha, pode parar  de discutir, os seus argumentos são tão ruins que eu nem vou me dar ao trabalho de responder”.

Ninguém mais levava Olavo a sério, talvez só os seus pais, para a comunidade acadêmica no geral, ou para qualquer adulto que o visse de longe, ele tinha virado um ranzinza, uma pessoa que no máximo servia para divertir, em alguma de suas encolerizadas discussões.

Pobre Lavinho, podia fazer coisas grandes, mas hoje é só um grande idiota.

sábado, 20 de abril de 2013

Redução da maioridade penal, uma péssima ideia.


Faz tempo que eu não tento abordar um assunto realmente polêmico, admito que estava tentando evitar ao máximo aquelas discussões intermináveis com pessoas me chamando de idiota, mas o dever me chama, e eu realmente quero falar sobre isso.

Enfim, acho que todos estão cientes da morte do estudante universitário Hugo Deppman, que foi assassinado mesmo depois de ter entregue o celular. Foi uma situação foda, que comoveu todo mundo, até eu fiquei meio assim porque também sou estudante universitário, podia ter sido qualquer um ali. Mas o que realmente garantiu a repercussão do caso foi o fato do assaltante estar a poucos dias de completar 18 anos e, portanto, seria julgado como menor. E o que acontece sempre quando um menor se envolve com crimes violentos? Se você pensou no mimimi de diminuição da idade penal, acertou.

Não é possível que só eu perceba manipulação e sensacionalismo descarado ali, a mídia tá se usando de um momento de comoção pública para descer uma ideia (e uma ideia ruim) goela abaixo do povo. As pautas dos programas de televisão parecem ter saído de uma daquelas máquinas automáticas pensadas por George Orwell, todo ano as mesmas discussões baseadas em notícias sempre parecidas, eu simplesmente não consigo assistir televisão aberta sem ficar entediado.

Mas vamos falar da discussão em si, e porque eu acho essa história de diminuição da idade penal uma má ideia:

Pra começo de conversa, aquela história de que essa medida combate a violência não passa de uma mentira deslavada, pois segundo dados da fundação casa (antiga FEBEM), crimes violentos praticados por menores constituem pouco mais de 1% das internações (eu to somando homicídio com assalto). A imensa abordagem da mídia nos poucos casos violentos costuma dar a impressão de que o problema anda aumentando quando isso não é verdade, então não pense que você e sua família vão poder andar seguros de noite só porque tão prendendo adolescente adoidado. Isso sem contar que boa parte dos crimes violentos possuem contexto (jovens assaltando por estar sendo ameaçados de morte por traficantes, por exemplo).

E não venham me dizer que as pessoas pobres se envolvem com crime por “falta de vergonha na cara” só porque vocês vivem em um mundinho separado, em algumas comunidades o crime organizado é praticamente um governo à parte, é difícil ir contra pessoas que podem invadir a sua casa a qualquer momento. Vocês jovens e senhores que perderam o celular em um assalto, não saiam dizendo que “se fosse pobre não se meteria com o crime”, porque você não vive nessa  realidade para saber como as coisas funcionam de verdade.

Outra coisa, a cadeia brasileira faz tudo, menos ressocializar os presos, já tinha comentado no meu texto sobre o Jair bolsonaro mas não custa repetir: além de sofrerem maus tratos e “aprenderem” um pouco mais sobre violência, a cadeia ainda deixa um estigma dificílimo de tirar. Ninguém quer contratar um ex-detento para trabalhar, eles ficam com menos oportunidades ainda e acabam voltando a praticar crimes (nas prisões brasileiras, 60% dos presos acabam voltando). A redução da maioridade penal só ia servir para lotar ainda mais os presídios, piorando as já péssimas condições do lugar e perdendo de vez um monte de jovem que poderia retornar para a sociedade.

E, por pior que seja a fatalidade do jovem Deppman, não dá pra dizer que casos como o dele são, nem de longe, comparados com o número de mortes que a violência policial gera ano após ano com jovens negros e de baixa renda. Vamos deixar a hipocrisia de lado, além de estudante,  ótimo filho e amigo leal, Hugo deppman também era da classe média, e esse último item pesou muito para existir tamanha repercussão. Na sociedade regada pela tal da “meritocracia”, passa-se a impressão de que a vida de um único rapaz com condições valha mais do que centenas de pessoas mortas dia após dia nas favelas.

Fora que, tratar a violência juvenil como um problema “principal” é babaquice, é como tentar curar pneumonia com remédio para febre, tu não tá resolvendo o problema, simplesmente está tratando uma consequência. O sistema de exclusão e de péssima distribuição de renda, que aliena e esquece a maior parte da população, esse sim precisa ser tratado, do contrário, adultos e jovens violentos vão continuar aparecendo, não importa quantos queiram prender. A única mudança efetiva vai ser cadeias cada vez mais lotadas e cada vez piores.

Então por favor, senhores que ficam enchendo o saco com mimimi de “se você quer direitos humanos para um marginalzinho, leva ele para casa”, parem por um segundo para pensar que poderia realmente ser o seu filho aí, na sua casa. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Marco Feliciano e bancada evangélica



Já falei do Silas Malafaia e sua homofobia, do Jair Bolsonaro e seu ódio por presidiários, não podia faltar nosso lunático presidente da comissão dos direitos humanos né? <3

Sem chover muito no molhado, todo mundo deve saber a situação, o pastor evangélico marco Feliciano foi eleito presidente da comissão de direitos humanos da câmara dos deputados, essa  nomeação se mostrou bastante irônica, visto que o parlamentar já era conhecido por manifestações preconceituosas no twitter (em uma delas dizia que o povo africano é amaldiçoado, em outra disse que deus matou John Lennon).

Em todo o país se fazem manifestações em favor da retirada de Marco da comissão, são feitas passeatas, protestos, abaixo-assinados, e pelo que eu sei nenhuma sessão dele consegue terminar porque sempre acontece alguma gritaria. O que mais tá me incomodando em toda essa história é que existem duas forças na contramão dos movimentos, uma que APÓIA o parlamentar, e outra que quer avacalhar o movimento dizendo que ele não é importante.

Ao primeiro, fica a minha pena, apoiar marco Feliciano para mim é quase tão ruim quanto apoiar Jair Bolsonaro (e olha que eu conheço gente que apoia os dois), é sinônimo ou de um conservadorismo babaca ou só de burrice mesmo. Esqueci de salvar a imagem que eu vi, mas vi uma pessoa na minha timeline comemorando, dizendo que estávamos no rumo de uma JESUSCRACIA. (pra mim já deu!)
Agora para as pessoas que ficam dizendo que tem muita coisa mais importante para se protestar, aqui vai:

Pra começo de conversa ele não é tão desimportante assim, marco Feliciano presidindo qualquer coisa é só uma amostra do poder que a bancada religiosa tá ganhando, e isso pode travar várias discussões importantes (como a dos direito dos homossexuais), o conservadorismo tá crescendo de uma forma preocupante, e eu acho MUITO válido acabar com a festa desse lunático.

Mesmo que ele não fosse tão importante assim, ainda assim defenderia os protestos, porque problemas pequenos também deveriam ser mais fáceis de resolver, e se dá pra resolver, porque ignorar apenas sob o argumento de que existe mais com o que se preocupar? Porque se depender do que as pessoas dizem, sempre só vão existir duas categorias de problemas: os pequenos demais para se preocupar e os grandes demais pra se resolver.

Não é de hoje que a bancada evangélica tem ganhado um espaço considerável na câmara e no senado, a cada nova eleição mais e mais pastores ocupam cargos políticos. É compreensível, quando se leva em conta que a igreja evangélica é a denominação que mais cresce no país, o problema é quando crenças são colocadas no meio de assuntos do interesse público, pois geralmente onde há muita religião, também há muito anacronismo.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Aprendi que (2) ...sobre lares, amigos e distância



Casa, lar.
À quase três anos tive quase certeza que essas palavras tinham sido arrancadas da minha vida, fui arrancado da minha cidade natal contra a minha vontade, deixando amigos, amores e lembranças para trás. Por algum tempo vivi meus dias tentando repetir aqui a vida que tinha lá, terminei descobrindo que nada mais seria como era antes.

Depois passei a viver  em função de minhas viagens de volta, nas férias. Pensava que assim tudo ficaria certo, teria a mesma vida, em um número limitado de dias, usando os outros apenas para garantir que minhas viagens dessem certo. Cada vez que voltava, meus amigos tinham conhecido pessoas que eu não conheci, e senti a cada vez que pertencia um pouco menos àquele lugar.Fiquei triste, como alguém que não tem nem pra onde ir nem pra onde ficar.

Hoje posso dizer que aprendi com o tempo, aprendi que a vida muda, mas que a gente não pode agir na contramão das mudanças.

Aprendi que meus melhores amigos vão fazer grandes amizades sem mim, mas que isso não significa que serei esquecido.

Aprendi que não dá para procurar pessoas novas que satisfaçam sua velha zona de conforto, mas que isso não significa que você pode encontrar abrigo em gente diferente.

Aprendi que “mudar” não é uma premissa para fazer amigos em um lugar diferente.

Aprendi que você não pode esperar ter o mesmo número de amigos em outro ambiente, mas deve ficar feliz em não estar sozinho, acima de tudo. Companhia não tem nada a ver com quantidade.

Aprendi que é impossível esquecer de onde você veio, do mesmo modo que é impossível para o lugar que veio esquecer de você.

Aprendi que amor é um sentimento que não sai de você, você só escolhe a melhor pessoa para direcioná-lo. E que é sempre possível amar de um jeito que você nunca tinha amado antes.

Enfim, aprendi que você não precisa se desfazer do passado para viver mudanças. 

Acima de tudo, aprendi que lar é um conceito que se constrói, e é possível ter mais de um , posso dizer com alegria que tenho dois :)
J

quarta-feira, 27 de março de 2013

humor controverso?



Quem acompanha o meu blog ou simplesmente conversa comigo com frequência sabe o como eu defendo o humor em todas as suas formas, desde filmes de humor britânico até stand-ups americanas daqueles bem pesados. Também sabem que eu sou de argumentar que existe um exagero por parte de algumas pessoas em atribuir maldade à algumas piadas fora de contexto. Mas dá pra defender o senso de humor de pessoas que compartilham (para zoar) a imagem de uma menina que não depila as sobrancelhas? Não dá, porque isso não é senso de humor, é só maldade.

Na contramão de fundamentalistas puritanos do politicamente correto, tá crescendo (e muito) o espaço para websites, páginas de facebook e vídeos que vão além do politicamente incorreto e do humor negro. Por um tempo, achei que se tratava de alguma “resistência” à censura do humor na internet, mas se foi isso mesmo, já passou dos limites faz muito tempo. Páginas que se intitulam “humor controverso” não fazem muito mais do que mostrar gente morta/morrendo/doente/”feia”, pegam uma criança com síndrome de down e colocam a legenda “chama o GM, o servidor tá bugado”.

Para mim algumas piadas servem para “rir para não chorar” de algumas adversidades da vida, mas não quando tu simplesmente pega a imagem de um feto abortado no chão com a legenda “esse dia foi loko”, não existe aquilo que eu chamei em um texto antigo de  “relação entre amigos que zoam”, é só bullying e maldade travestida de ousadia. A diferença entre isso e você zoar um negro ou um gay (eu sei que também é ruim), é que pelo menos negros e gays tem capacidade de se defender. Fora que é um humor fraco por si só, qual é a graça de pegar a foto de uma pessoa com uma “mononcelha” e só dizer “HAHAHAHAHAHAHA OLHA COMO ELA NÃO SE DEPILA”?

Você, que acha que está sendo rebelde enquanto zoa uma criança com doença mental, vou te contar um segredo, você não tá revolucionando nada, é tão preconceituoso quanto costumam ser, a única diferença é que você quer esfregar isso na cara dos outros. Quer ser diferente? Mostre compaixão e respeito, porque é esse tipo de atitude que tá faltando.